Aplicação de visão computacional

Contagem e medição por visão computacional

Contar peças e medir dimensões por câmara é um problema diferente de detetar defeitos: o critério é numérico, o erro é mensurável e a exigência de calibração é maior.

Avaliar a viabilidade do meu processo

Diga o que precisa de ser contado ou medido, e com que tolerância.

O que dá para contar

Contagem automática por câmara, com o registo do evento que gerou cada número.

  • Peças no tapete

    Contagem contínua de itens em movimento, com registo por turno, lote ou produto.

  • Itens por embalagem

    Conferência de quantidade antes do fecho, evitando caixa incompleta.

  • Entradas e saídas de etapa

    Volume que entra e sai de cada troço, para localizar onde acontece a perda.

  • Eventos, não só objetos

    Ciclos, acionamentos e ocorrências repetidas que hoje ninguém regista.

O que dá para medir

Medição por imagem calibrada, sem contacto com a peça.

  • Dimensões externas

    Comprimento, largura, altura e diâmetro a partir de imagem calibrada.

  • Área e enchimento

    Cobertura, nível de enchimento e proporção ocupada face ao padrão.

  • Distância e alinhamento

    Folga, espaçamento e desvio de posição entre componentes.

  • Ocorrências por peça

    Quantidade de defeitos numa mesma unidade, e não apenas presença ou ausência.

O que define a precisão

A pergunta útil não é qual a precisão do sistema, mas que erro o seu processo aceita.

  • Calibração

    Medida em píxeis só se converte em milímetros com referência conhecida e calibração mantida ao longo do tempo.

  • Distância e ótica

    Variação de distância entre peça e câmara muda a escala. Lente, foco e perspetiva entram na conta do erro.

  • Estabilidade da peça

    Objeto que oscila, roda ou se sobrepõe a outro exige captura sincronizada ou mais de uma câmara.

  • Tolerância declarada

    Partimos da tolerância que o seu processo aceita e verificamos se o arranjo a consegue atingir — não o contrário.

O número como registo

Contagem e medição só se tornam indicador fiável quando ficam ligadas à evidência.

  • Número com evidência

    Cada contagem ou medição pode ser gravada junto da imagem que a originou.

  • Histórico auditável

    Data, hora, linha, produto e classificação ficam disponíveis para conferência posterior.

  • Integração com a planta

    Os valores alimentam MES, ERP ou SCADA, ou um dashboard próprio quando não há destino existente.

Perguntas frequentes sobre contagem e medição

O que equipas de produção e qualidade costumam perguntar.

Que precisão é possível na medição?

Depende de calibração, ótica, distância e estabilidade da peça. Trabalhamos ao contrário: partimos da tolerância que o seu processo aceita e verificamos se o arranjo a consegue atingir.

Funciona com peças sobrepostas?

É mais difícil. A sobreposição costuma exigir outro ângulo, mais de uma câmara ou mudar o ponto da linha onde a contagem acontece.

Dá para contar e inspecionar ao mesmo tempo?

Sim, e é comum. Nada impede que a mesma captura alimente contagem e deteção de defeito, desde que a imagem cumpra os requisitos de ambas.

Substitui balança ou sensor?

Nem sempre. Quando a grandeza é peso ou algo não visível, o sensor continua a ser a ferramenta certa. A visão computacional entra no que é observável.

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